Na semana passada, a comissão de representantes eleita durante o primeiro de encontro de fundação da cooperativa para responder pela categoria apresentou três sugestões de nomes para nova entidade.
O trabalho executado pelos carroceiros é fundamental numa cidade como Paranaguá, onde muitas ruas são estreitas e impedem a entrada de caminhões e caminhonetes para retirar entulhos. Como as carroças são menores e têm mais mobilidade, os carroceiros conseguem chegar a lugares impossíveis para outros veículos, ajudando a manter a limpeza urbana.
Manoel Henrique Corrêa (Maíque) coordenador da coleta de lixo da Sema disse que a próxima etapa do processo de fundação será verificar junto à Associação Comercial Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap) se pelo menos um dos três nomes está disponível. “Se não estiverem registrados para outra cooperativa, os nomes sugeridos poderão ser votados e os carroceiros poderão escolher um deles para fundar a nova cooperativa”, explicou o coordenador.
Nessa fase de transição da associação para a futura cooperativa, juntar e verificar os documentos pessoais dos carroceiros é fundamental, já que somente pessoas sem restrições financeiras podem pertencer ao grupo de 20 sócios fundadores. A informação foi confirmada pelo consultor Eron Marchioro, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Ele foi o palestrante que explicou o funcionamento do sistema cooperativo aos carroceiros no dia 26 de fevereiro deste ano, data em que a categoria resolveu fundar a cooperativa. A data de fundação da cooperativa dos carroceiros está marcada para 23 de março. Até lá, a Sema manterá contato permanente com os carroceiros e com a Aciap para agilizar o processo.
CARROÇA ECOLÓGICA DEVE INSPIRAR OUTRAS INICIATIVAS NO BRASIL
O projeto Carroça Ecológica é coordenado pela Sema com apoio da Prefeitura de Paranaguá. O secretário de Meio Ambiente, Paulo Emanuel do Nascimento Junior, está empolgado com a idéia. “Por determinação do prefeito José Baka Filho estamos oferecendo todo o suporte necessário para fundação, inclusive com assessoria contábil e jurídica”, garante o secretário.
Depois de organizados no formato de empresa cooperativa eles poderão prestar serviços não apenas para a Prefeitura, como ocorre hoje, mas poderão expandir a coleta de resíduos e recicláveis atendendo empresas e particulares. “A futura cooperativa vai administrar tudo, desde a contratação dos serviços, a escala de trabalho e os pagamentos, até a compra de novas carroças e animais para o transporte”, completa Paulo Nascimento.
COOPERATIVA SERÁ REFERÊNCIA
A intenção da Prefeitura é gerar novas oportunidades de trabalho para a categoria, valorizar os 80 carroceiros cadastrados pela Sema e torná-los menos dependentes do poder público. No sistema cooperativo todos serão, ao mesmo tempo, sócios, patrões e empregados.
A renda de cada um dependerá da quantidade de horas trabalhadas. Assim como o projeto Carroça Ecológica, que apresenta bons resultados desde que foi criado em 2005 na primeira administração do prefeito Baka, a fundação da cooperativa é pioneira no Brasil e Paranaguá deve servir de referência para outros projetos semelhantes no território nacional.
(Matéria de Alexandre Motta, da Prefeitura de Paranaguá)
Qual sua avaliação desta ação. Realmente pode ser referência para outros municípios? Comente!
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Ótimo comentário Andryani. Fica a sugestão para que a Prefeitura verifique esta situação com cuidado e estabeleça uma nova forma de atuação e de solução para esta questão!
A sugestão exposta pela Fernanda seria mais aprovada, uma vez que os animais são forçados a puxar entulhos, assim sendo explorados pelos próprios donos. Vejo todos os dias cavalos absurdamente judiados, afinal, eles não são uma máquina de trabalho. Sem contar no trânsito, que se passa um grande número de automóveis circulando pelas vias, causando acidentes que podem ser evitados. Como a SEMA, a primeira atitude a ser tomada é abolir esse trabalho criando novas entidades e projetos acessíveis a Paranaguá gerando empregos para carroceiros, tendo em vista que animais não devem estar nesse plano.
Está lançado o desafio. Alguém de acordo e com alguma sugestão ao comentário?
Realmente veículos e equipamentos para lixo devem ser bem pensados para que não exalem cheiro ruim ou atraiam vetores. Novamente fica aí lançada a discussão.
Assuntos polêmicos também são bem-vindos. Principalmente por parte de nossos leitores. Fique à vontade para comentar e levantar discussões importantes para os municípios.
Boa sugestão! Obrigada por contribuir com o debate.
ah, tem mais uma coisa meu nome não é Fernanda, é meu nickname! Alguém se habilita aê a oferecer parceria estratégica com o Projeto? Quem sabe as fabricas de motociletas, os fabricantes de containers ou similares e outros?
Outra coisa, não preciso dizer que seria algo para transportar a carga/o lixo. Não se trata aqui de um enorme contaiener no sentido literal e sim algo devidamente adapatado com tampa para evitar cheiro ruim que pudesse transportar, enfim…
Continuação…
Entenda-se que eliminação dos cavalos significa dar destino a eles com dignidade e respeito em outros projetos de proteção aos animais, eis que eles sentem dor, afeto,etc… Isso seria a princípio ecologicamente correto! Eu teria outas considerações a fazer,mas fico por aqui porque são assuntos absurdamente polêmicos. Obrigada
O certo seria a eliminação das carroças e dos cavalos! Tendo em vista que as ruas do município inviabilizam a entrada de automóveis, caminhões. Quem sabe se fizessem adaptações em motoclicletas que puxariam algo tipo conteiner para remoção já que as ruas são estreitas. Os próprios carroceiros aprenderiam pilotar motos que seriam utilizadas com baixa velocidade! Não é uma possibilidade perfeita, mas pelo menos tiraríamos os cavalos da escravidão, do trabalho forçado!!! Afinal, sabemos que entre outras coisas carroças e cavalos são investimentos a baixo custo.